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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Pra pensar: "Ser Homem com "H" maiúsculo É tarefa complicada."

 Eu venho de uma geração machista, os Homens tinham todos direitos sobre quase tudo na sociedade.
Ninguém ousava interferir na forma como um homem conduzia seu trabalho, ou sua família e a sua vida em geral. Tenho a liberdade para dizer ter sido meu pai um dos maiores tiranos que eu vi agir até meus 19 anos. Em nossa casa, ele é que falava e como dizem hoje "ele causava". Apensar dele ser violento com a mulher e com os filhos, nunca em toda minha vida eu vi uma pessoa das muitas vizinhanças por onde moramos se dirigir a ele para inquirir sobre  o porque ele batia em uma mulher tão bonita e tão trabalhadeira como era minha mãe. Também ninguém nunca bateu a porta quando eu e meus irmãos eramos espancados para dizer estar ele errado, mesmo eu que era mais velha e já com mais de 17 anos, ao sair para trabalhar (eu era comerciaria) toda marcada na face e nos braços, nunca ninguém perguntou se fora meu pai a fazer aquilo. Sem contar que nos filhos e nossa mãe apanhávamos calados, mas ele batia gritando, xingando e fazendo muito barulho.
Na verdade nem todos os homens forma como meu pai. Conheço homens da mesma idade que a dele que sempre foram ótimos parceiros e não usavam de violência em casa e nem fora dela. 
Na modernidade em que vivemos conheci homens jovens que meio confundiram as coisas e ao terem suas mulheres ditas independentes assumiram funções e viram sobrecarregados. Meu Irmão Rogério, hoje já falecido  é o exemplo que eu vi naufragar nesse mar do equivoco. Ao perceber que a esposa não deixaria seu trabalho de atendente para cuidar do filho que o casal teve a graça de gerar e de parir depois de 6 anos de tratamento para engravidar, ele tentou cuidar dos filhos e manter o trabalho. Mas a cada dia a esposa tinha menos tempo, pois dividia o tempo da vida dela entre ao trabalho e o ativismo na igreja da qual ela fazia parte. Para que o filho não ficasse todo tempo com os avós maternos, ele pediu demissão do trabalho e assumiu o cuidar do filhos, depois assumiu a casa e daí a em diante a pirambeira se tornou inevitável.  As festividades de família eram as da família dela em Senador Camará/RJ, ele já não ia mais.  Gradativamente aos poucos ela foi deixando de cuidar fisicamente, passou a exigir que o filho ficasse com a mãe dela, pois a mãe ela pagava algum dinheiro pelo trabalho que ele fazia de graça. E ele foi só desgostando, a solidão e a tristeza por ter errado ao assumir para si tarefas que não valeram a pena, pois ela de forma alguma reconhecia os cuidados que ele teve com o filho na ausência dela, nem as festa em minha casa ou na casa de outras irmãs e irmão, ela admitia que ele fosse com o filho ou ia junto. Ele da mesma forma que se desgostou, também deixou de jogar o futebol que tanto gostava, deixou os amigos dele e por fim deixou de ir a igreja.
Do poço ele conheceu além do fundo internando-se em uma clinica para desintoxicação em Três Rios/RJ, fui la 3 vezes antes de me mudar do RJ. O recebi em minha casa por quase um ano depois que ele saiu fugido da clinica de recuperação, pois ela quebrava as regras do tratamento passando mensagens cifradas falando da saúde do filho, em uma das vezes não obtendo autorização para sair. ele simplesmente fugiu. Em seguida ela pediu a separação e assim um tempo depois. meu irmão foi encontrado sem vida em casa, onde vivia recluso tentando parar de beber sem auxilo e com a companhia da solidão. Após a queixa de um vizinho ao sentir um mal cheiro forte vindo do quintal ao lado, infelizmente foi o próprio filho que arrombou a porta e o encontrou sem vida já  a mais de 5 dias. Em fim essa é uma historia real, que posso citar por ser algo que vi acontecer dentro da minha família e fui e sou parte dela.
Por isso eu contesto a Toda e Qualquer Inversão de valores e para mim um homem com "H" maiúsculo é aquele que se mantem sua personalidade, que respeita a outra pessoa que vive com ele, mas que nunca perde somente por alguma medo de perda de algo ou de alguém  um sentimento desprezível e covarde. Pois respeito é algo inegociável e é adquirido através da conquista.
A meu ver de nada serviu meu irmão abrir mão da vida,  das vontades  em favor de um alguém...
Talvez e infelizmente meu pai seu Adail da Silva Oliveira tenha sido e ainda seja mais respeitado pelos que o conheceram do que foi meu irmão Rogério do qual quase ninguém lembra mais o sobrenome.
Por isso eu repito Ser Homem com "H" maiúsculo É tarefa complicada.
Catiaho Alc.
segunda-feira, 25 de julho de 2016 13::35